Powerpuff girls: as mulheres na TI

  • Comunicação Latinoware
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  • 2018/10/19

Passeio histórico com celebridades femininas no universo da tecnologia mostra participação das mulheres já foi maior e hoje busca reconexão

Na década de 60, a projeção de mulheres e homens dentro da Tecnologia e Informação era de 2 para 1. Hoje, dentro das salas das universidades com cursos voltados às ciências da computação, garotas ainda representam uma minoria. “Para que mais mulheres se sintam empoderadas dentro da tecnologia é preciso que outras mulheres que já habitam esse meio possam mostrar o que estão fazendo e de como esse espaço é de todas nós”, disse Claudia Ivarrola, mestranda em Engenharia Elétrica e Computação, bolsista do Centro Latino-Americano de Tecnologias Abertas (Celtab), do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), que tratou no último dia do Latinoware sobre a presença feminina no universo da tecnologia.

Num paralelo entre passado e presente, Claudia mostrou ao público como as mulheres ao longo dos séculos contribuíram para o desenvolvimento tecnológico ao redor do mundo. Ada Lovelace , Grace Hopper, Hedy Lammar, Carol Shaw, foram alguns dos nomes citados, para nomear o desenvolvimento de diferentes tecnologias.

Na década de 60, anúncios faziam o chamamento de mulheres para os trabalhos relacionados à tecnologia e comparavam à ocupação de telefonista. “Era tida como uma ocupação simples e que poderia atrair o público feminino, mas dentro disso havia um potencial que foi descoberto depois”, disse Rolf Massao, também membro do Celtab, que fez sua contribuição durante a palestra.

Com o tempo este nicho bastante ocupado por mulheres acabou sendo trocado, e hoje a representatividade masculina é maior. Há três anos a participação feminina em cursos de computação no país, chegava pouco mais de 14%. Desse universo, apenas 16% chegavam a concluir a graduação. Nos Estados Unidos os números também são semelhantes.

Claudia acredita que a falta de modelos femininos ocupando cargos influentes ou com reconhecimento tenham influência direta na escolha pela carreira. “Hoje a maioria dos ícones nessa área são homens, mas se não falarmos sobre isso, sobre mulheres que lideram em importantes empresas nos cargos de chefia como Jocelyn Goldfein (Facebook), Isabel Mahe (Apple), Komal Mantagni (Uber), não há como outras mulheres se inspirarem”.

Dentro do software livre, Claudia mostrou iniciativas que motivam a presença feminina na tecnologia como; Linux Chix, Ubuntu Woman, dentre outras. “A mulheres possuem conhecimento e muita empatia e isso faz toda a diferença”.

Claudia, lidera ao lado de Khandije El Zein, um projeto que utiliza inteligência artificial para melhoria no diagnóstico dos exames de ultrassonografia.

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