De Jornada nas Estrelas à vida real: como será nossa tecnologia

  • Comunicação Latinoware
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  • 2018/10/19

Como as projeções divertidas de filmes sci-fi e desenhos animados dos anos 60, puderam nos dar dicas sobre o futuro e o que ainda vem pela frente.

Capitão Kirk e Spok dividem a foto e o silêncio na sala é imenso. “Vocês não lembram deles?”, questiona o palestrante, Regilberto Girão, especialista em Inteligência de Estado e Segurança Corporativa. Na tela, imagens dos atores dos anos 60 que deram vida aos personagens. “Mas essa geração conhece somente o que saiu agora no cinema? Esses são os verdadeiros que deram origem à lenda!”, exclamou.

Girão trouxe a uma plateia que lotou a Sala Equador no último dia de Latinoware, uma instigante palestra em que traçou paralelos entre teorias e conjecturas sobre o futuro do ser humano digital. Como pano de fundo trouxe o cinema e como os filmes de ficção nos dão um amplo repertório para pensar no futuro. Mas afinal o que é real e o que pode de fato ser absorvido?

Para o palestrante, toda reflexão deve iniciar com uma pergunta que trata sobre confiança e segurança. “Desprezamos o que não é evidente, esquecemos do que não podemos ver. Temos um histórico de agir com estranheza com o que não conhecemos e propormos uma adaptação dessa realidade. A neurociência é como o cérebro que se apropria das coisas. Somos todos memória ram”.

Num breve histórico, Girão identificou ideias antes tidas como fantasiosas, mas que hoje estão em pleno funcionamento. “Robôs, microondas, veículos autônomos, chamadas por vídeo. Tudo isso já foi retratado em filmes, séries mesmo antes dos anos 60, e que hoje se mostram plausíveis e possíveis”. Trouxe à tona ainda realidade apresentada pelos robôs com inteligência artificial e de quanto ainda deixamos de crer no que a tecnologia pode oferecer. “Preferimos não crer e, somos céticos. Mas a tecnologia tem nos mostrado”.

Citando ainda teorias conspiratórias referentes às Torres Gêmeas, Girão trouxe a uma plateia atenta uma reflexão maior com notícias recentes do alcance de uma tecnologia antes vista somente na telona. “A invenção do Big Hack, um mini chip chinês, inserido em placas-mães nos mostra que em muitos casos não é possível confiar nem no hardware, nem no software”. A invenção foi denunciada por autoridades norte-americanas e deve ser investigada em breve. “Chegamos ao ponto que toda a história vem nos mostrando: tudo tem sem preço”.

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