Latinoware

13ª Conferência Latino-americana de Software Livre

19 a 21 de outubro de 2016 Parque Tecnológico Itaipu – Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil

Entrevista: “Latinoware diminui o abismo entre universidades e empresas”, avalia Mauro Carrusca

  • Pedro Lichtnow
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mauro-2Mauro Carrusca iniciou a vida empresarial na década de 1990, logo após deixar a conceituada IBM, quando atuou como engenheiro no Silicon Valley, e consultor de novos negócios no Brasil. Como engenheiro eletrônico de formação e apaixonado por futuro tecnológico, dedicou-se ao estudo da microeletrônica por muito tempo. Suas análises o levaram a seguinte conclusão: “Os estudos me fizeram perceber que o final do século XX e o início do XXI caminhariam para levar o computador para o bolso, com uma capacidade computacional em torno de 50 vezes superior (à existente na época)”. Carrusca é um dos idealizadores da Trilha de Negócios da Latinoware e será um dos principais conferencistas na edição 2016. Especialista em Design Thinking e Empreendedorismo, e criador da Plataforma KER, este respeitado e qualificado profissional estreia uma série de entrevistas concedidas à Latinoware 2016.

Leia a seguir, a entrevista completa:

 

Qual a importância da Latinoware para a geração de negócios, para o ambiente empresarial e tecnológico?

 A Latinoware, por ser um evento de amplitude internacional, reúne uma diversidade cultural, técnica e de competências fantástica. Isso, somada ao ambiente do PTI – Parque tecnológico Itaipu, onde é realizada, se constitui num ecossistema ideal não só para network e troca de ideias entre os empreendedores, mas para a efetiva geração de novas parcerias e negócios.

Neste aspecto, a Trilha de Negócios promovida na Latinoware 2016, ganha relevância e amplitude para formação de novos empreendedores e também para reforçar a visão sistêmica da comunidade, como um todo, sobre as infinitas possibilidades de novos negócios e sistemas empresariais?

Foi pensando nesse ambiente que apoiamos a decisão de se criar uma trilha específica para negócios. Pela nossa experiência, tanto no Brasil quanto em outros países, o número de insucessos de iniciativas empreendedoras é muito grande e, na maioria das vezes, isso acontece porque o jovem empreendedor tem uma ideia e acredita que ela seja disruptiva. Mas, esquece que para consolidar uma ideia é necessário transformá-la num negócio e, para isso, entender de gestão é fundamental.

Chegamos a 13ª edição numa ampla perspectiva de crescimento e de expansão sobre as inúmeras possibilidades para as inovações, empreendedorismo e soluções tecnológicas, que aferem a melhorar a vida das pessoas. Para você, como consultor e expert na área, qual a principal expectativa para o evento em termos de inovação, seus respectivos resultados e para o futuro do evento, em si?

Acredito muito na Latinoware 2016, agora agregando conceitos de negócios, possa contribuir para a diminuição do verdadeiro abismo que hoje existe entre as universidades e as empresas (o negócio em si). Acho importante a pesquisa pura, mas, muitas das pesquisas deveriam ser realizadas em parceria com empresas, o que aproximaria o foco da pesquisa às necessidades específicas da sociedade. Recentemente, em uma visita à Universidade da Califórnia, ouvi de um diretor: “Para nós, artigos que não geram negócios, que não geram empreendedorismo, são lixo”. Acho que o recado foi dado. Acredito que o futuro da Latinoware é prezar por manter um diálogo e uma colaboração intensa, cada vez mais próxima e profícua entre os atores que podem promover a inovação para transformar a sociedade – universidade e seus parques tecnológicos, empreendedores, empresas e a sociedade.

No atual momento da humanidade, que visão o senhor tem sobre as mudanças promovidas a partir do empreendedorismo aplicado em diferentes áreas, bem como novas as soluções tecnológicas que trazem, como consequência, novos modelos de negócios?

Vivemos não mais uma era de mudanças, mas sim uma mudança de era. Um momento onde a inovação passa a fazer parte do DNA das pessoas, pensando sempre em como podemos melhorar ainda mais o que fazemos hoje, com reflexos no trabalho, na forma como nos relacionamos, na vida no planeta…

O mundo vem assistindo a um espetáculo do empreendedorismo e também ao surgimento de inúmeras empresas, muitas dessas sendo consideradas startups – que na minha concepção, refere-se a empresas que possuem um negócio ou mesmo um modelo de negócio inovador e que permita um crescimento rápido. Nesse ambiente, surgem também as startups, que denominamos Unicórnios, cuja característica é um crescimento exponencial, isto é, crescem em média 10 vezes mais que seus pares.

 

 

 

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