Latinoware

13ª Conferência Latino-americana de Software Livre

19 a 21 de outubro de 2016 Parque Tecnológico Itaipu – Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil

Brasil perde R$ 3,7 bilhões por ano em licenças de software

  • Pedro Lichtnow
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Considerado um dos gurus do software livre mundial e um dos maiores entusiastas do movimento, o diretor-executivo da Linux International Foundation, John “Maddog” Hall, abriu em grande estilo as atividades da 13ª Conferência Latino-Americana de Software Livre (Latinoware) na manhã desta quarta-feira (19), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

(Matéria de Vacy Alvaro)

No Cineteatro Barrageiros lotado, ele alertou que o Brasil poderia utilizar melhor a sua mão-de-obra local para o desenvolvimento de questões relacionadas às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Por ano, o País desembolsa cerca de R$ 3,7 bilhões (aproximadamente US$ 1 bilhão) para o pagamento de licenças de softwares desenvolvidos em outros países.

 

“É como se o Brasil colocasse todo esse dinheiro num barril e jogasse para o mundo”, alertou. “Quando as melhores pessoas daqui vão para o Vale do Silício, quem tem a ganhar com isso é aquele local. Ele lá não irá atrair negócios para Foz do Iguaçu, Curitiba ou São Paulo”.

Além de ressaltar que este dinheiro poderia ser aplicado internamente, de acordo com Hall, as soluções desenvolvidas em software livre poderiam ser melhor aproveitadas, pois possui como característica a possibilidade de personalização da ferramenta conforme as necessidades do usuário. “É fundamental que os softwares sejam utilizados no idioma em que será utilizado, por exemplo”, citou.

Mas para que isso aconteça, ele ressaltou a necessidade das pessoas enxergarem o software livre não necessariamente como grátis, mas também como negócios. “Quando falo para este público em plano de negócios pode até parecer enfadonho, mas é necessário. Muitas vezes estamos trabalhando bem, mas não de maneira organizada”, complementou.

Computadores de baixo custo

Na palestra, Jon “Maddog” Hall reafirmou o compromisso realizado na Latinoware 2015, quando anunciou que computadores de baixo custo seriam produzidos no Brasil. Segundo ele, já a partir de janeiro um grande volume de peças deve começar a ser produzido por meio de uma parceria entre o Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC) – uma associação sem fins lucrativos – e a comunidade LeMaker, sediada na China e responsável pela produção do Banana Pi, uma referência mundial em microcomputadores de baixo custo.

Antes da comercialização, existe a possibilidade de que seja criada uma campanha de financiamento coletivo para que as pessoas possam adquirir o equipamento com antecedência.

Presença ilustre

Com jeito extrovertido e algumas declarações polêmicas, “Maddog” é sempre uma atração a parte nas edições da Latinoware. E a relação dele com o evento é antiga, desde a primeira edição realizada no Rafain Palace Hotel para 600 participantes. De lá para cá, esse número só aumentou, chegando ao recorde de mais de 5 mil inscritos neste ano.

Em um episódio recente, em 2014 ele criticou o comodismo dos estudantes: “Vocês estão menos curiosos do que os de 20 anos atrás. Ninguém mais quer abrir e fuçar os componentes”, esbravejou. Além de ser sempre um dos principais palestrantes do evento, é comum ver o “Cachorro Louco do Software Livre” nas salas de palestras, visitando o espaço de exposição, circulando entre os participantes e tirando fotos com os fãs. Segundo o próprio Maddog, este ano é uma boa oportunidade para tietá-lo. “Estou movendo mais devagar. Isto é bom para vocês conseguirem tirar mais fotos”, brincou se referindo a seu estado de saúde que está debilitado após ter sofrido um ataque cardíaco em maio deste ano.

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